314 bilhões de atividades maliciosas em apenas seis meses. Este número assustador, detectado pela Fortinet no primeiro semestre de 2025, confirma uma realidade alarmante: o Brasil se tornou alvo preferencial de ransomware.
O que antes parecia distante agora é estatística concreta: 73% das empresas brasileiras foram vítimas de ransomware em 2024. Não é mais questão de “se” sua empresa será atacada, mas de “quando” isso acontecerá.
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O que é ransomware?
Ransomware é um tipo de software malicioso que sequestra dados de empresas. Os criminosos criptografam arquivos críticos, tornando-os inacessíveis, e exigem pagamento de resgate em criptomoedas para liberá-los. É como ter sua empresa trancada digitalmente, com os invasores segurando a única chave.
O ataque geralmente paralisa completamente as operações: sistemas ficam fora do ar, vendas são interrompidas e dados de clientes tornam-se inacessíveis. Em muitos casos, mesmo após o pagamento, não há garantia de recuperação completa.
O cenário do ransomware no Brasil em 2025
Fevereiro de 2025 entrou para a história como o pior mês já registrado: mais de 960 ataques de ransomware em território brasileiro, segundo relatório da SonicWall. Isso representa uma média de 34 ataques por dia.
No primeiro trimestre do ano passado, foram registrados mais de 4.000 ataques apenas no Brasil. Até o fechamento de 2025, 101 organizações brasileiras foram publicamente identificadas como vítimas, atacadas por 32 grupos diferentes de ransomware.
O custo médio de recuperação? Impressionantes R$ 6 milhões por incidente, sem contar prejuízos indiretos, como perda de clientes, danos à reputação e multas regulatórias.
7 ataques que marcaram 2025

1. Grupo Jorge Batista: R$ 400 milhões em prejuízos
Em maio de 2025, o ransomware Gunra estreou no Brasil atacando o Grupo Jorge Batista, conglomerado do Piauí que opera as Drogarias Globo e a Distribuidora Nazaria, com faturamento anual de R$ 1 bilhão.
O ataque paralisou completamente as operações. Nenhuma venda foi registrada. O sistema de pedidos ficou fora do ar, afetando toda a cadeia de distribuição. A operação permaneceu 100% paralisada.
Os criminosos exigiram resgate em criptomoedas. Os dados roubados apareceram no site de vazamentos do Gunra, na dark web. A direção decidiu não pagar, seguindo orientação da equipe de segurança cibernética. O prejuízo estimado ultrapassou R$ 400 milhões.
O que faltou: backup adequado e isolado, que teria permitido a recuperação sem dependência dos criminosos.
2. IPEN: 90 mil pacientes afetados
Na noite de 28 de março de 2025, um ataque ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), em São Paulo, forçou o corte total da comunicação: internet, telefone e rede interna.
O instituto paralisou todas as atividades de pesquisa e produção de radiofármacos essenciais ao tratamento de câncer por dez dias. A CNEN classificou o ataque como “altamente sofisticado e organizado”.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, 90 mil pacientes foram impactados. R$ 2,5 milhões deixaram de ser arrecadados apenas com a venda de insumos. O instituto levou três meses para retornar plenamente às operações.
O que faltou: sistemas de backup testados e monitoramento contínuo que detectasse a invasão antes da criptografia.
3. DaVita: 2,7 milhões de dados médicos expostos
Em abril de 2025, a DaVita, empresa de diálise com operações no Brasil, identificou um ataque de ransomware que criptografou partes de sua rede. O grupo Interlock roubou 1.510 GB de dados sensíveis.
A investigação revelou que os criminosos permaneceram 19 dias na rede sem detecção. Em agosto, a empresa confirmou que 2.689.826 pessoas tiveram dados expostos, incluindo informações de saúde, números de seguridade social e dados financeiros.
O ataque custou US$ 13,5 milhões em despesas diretas, além de impactar negativamente o faturamento e as receitas ao longo do ano.
O que faltou: monitoramento em tempo real e segmentação de rede que limitasse o movimento lateral dos atacantes.
4. Prefeituras: setor público vulnerável
Múltiplas prefeituras brasileiras foram atacadas em 2025, expondo a vulnerabilidade da infraestrutura pública.
São José do Rio Preto: um ataque de ransomware paralisou sistemas essenciais. A população ficou sem acesso a serviços da Guarda Civil Municipal, do SAMU e a sistemas em UPAs e UBSs.
Paranhos (MS): criminosos exigiram R$ 12 mil pelo resgate. Felizmente, a prefeitura mantinha backups diários, preservando o banco de dados sem necessidade de pagamento.
O contraste é claro: Paranhos se recuperou rapidamente graças aos backups. Outras prefeituras enfrentaram semanas de paralisação.
5. AEAMG/CEMIG: infraestrutura energética
Em abril de 2025, o grupo RansomHub atacou a AEAMG, órgão relacionado à CEMIG. Ataques a infraestruturas críticas, como energia, são particularmente preocupantes pela possibilidade de causar apagões e impactar milhões de pessoas.
6. Carrera Chevrolet: setor automotivo comprometido
O grupo Rhysida atacou a concessionária Carrera Chevrolet. Concessionárias modernas dependem completamente de sistemas digitais para vendas, financiamento, controle de estoque e atendimento ao cliente.
Os ataques combinam extorsão financeira com ameaças de exposição de dados de clientes, criando uma pressão dupla.
7. EB Farmacêutica: cadeia de saúde ameaçada
Em agosto de 2025, o RansomHub atacou a EB Farmacêutica. O setor farmacêutico foi alvo recorrente, com 30 grupos diferentes atuando especificamente na área da saúde ao longo do ano.
A paralisação afeta não apenas a empresa, mas toda a cadeia que depende do fornecimento contínuo de medicamentos.
Como os ataques acontecem
Ransomware as a Service (RaaS)
Plataformas criminosas oferecem kits completos com interfaces amigáveis, suporte técnico e atualizações constantes. Indivíduos com pouco conhecimento técnico tornam-se operadores em poucas horas.
Dupla extorsão
Grupos modernos primeiro exfiltram dados, depois criptografam sistemas e, por fim, ameaçam vazar as informações roubadas. Essa estratégia multiplica a pressão para o pagamento.
Vetores mais comuns
- 49% dos incidentes no Brasil começaram com vulnerabilidades não corrigidas.
- 21% tiveram origem em credenciais comprometidas.
Quase metade dos ataques poderia ter sido evitada com atualizações básicas.
Como proteger sua empresa: estratégia 3-2-1
A regra que salvou Paranhos de pagar resgate e que poderia ter evitado os R$ 400 milhões em prejuízos do Grupo Jorge Batista.
3 cópias dos dados
Mantenha a versão original em produção e duas cópias de backup separadas.
2 tipos de mídia
Use mídias diferentes: uma cópia em disco local para recuperação rápida e outra em nuvem para proteção contra desastres físicos.
1 cópia offsite
Quando o IPEN foi atacado, sistemas locais foram completamente comprometidos. Uma cópia offsite, preferencialmente em nuvem com criptografia, permanece intacta mesmo em ataques severos.
Empresas que implementam corretamente a estratégia 3-2-1 conseguem se recuperar em horas, não semanas.
Backup imutável: proteção definitiva
Ransomwares modernos procuram e criptografam backups acessíveis pela rede. O backup imutável cria cópias que não podem ser alteradas ou deletadas por um período definido.
Essa tecnologia teria protegido o Grupo Jorge Batista. Mesmo com a rede completamente comprometida, os backups permaneceriam recuperáveis.
Automação e testes
Backups manuais falham. Pessoas esquecem ou não têm tempo. A automação remove o fator humano.
Mas backup sem teste é ilusão de segurança. Realize testes mensais, escolhendo arquivos aleatórios, e documente o tempo de recuperação. Em uma crise real, você saberá exatamente o que fazer.
Gestão de vulnerabilidades
Lembre-se: 49% dos ataques exploram vulnerabilidades não corrigidas.
Mantenha sistemas atualizados, configure atualizações automáticas sempre que possível e priorize correções em sistemas críticos.
A hora de agir é agora
Os sete casos apresentados não são exceções. R$ 400 milhões em prejuízo. 90 mil pacientes sem tratamento. 2,7 milhões de dados expostos. Empresas reais, prejuízos reais.
A pergunta não é “se” sua empresa será atacada, mas “quando”. E, nesse momento, a única diferença entre recuperação rápida e catástrofe financeira é ter uma estratégia de proteção bem implementada.
A regra 3-2-1 é simples, acessível e comprovadamente eficaz. Três cópias, dois tipos de mídia, uma offsite. Sozinha, essa estratégia teria evitado milhões em prejuízos nos casos documentados.
Proteja sua empresa com backup profissional
Na Íntegra STI, implementamos soluções de backup que seguem rigorosamente a estratégia 3-2-1:
- Backup completo realizado regularmente, com retenção de até 15 dias, garantindo múltiplos pontos de recuperação.
- Backup incremental, que otimiza espaço e tempo, salvando apenas as alterações desde o último backup.
- Backup em nuvem, com armazenamento seguro em servidores remotos, protegidos por criptografia e monitoramento contínuo.
Nosso processo é totalmente automatizado, garantindo que seus arquivos, configurações e sistemas possam ser restaurados rapidamente em caso de falhas, ataques ou perdas.
Como vimos nos casos de 2025, ransomware não é uma possibilidade remota. É uma realidade estatística que continua crescendo. A questão é se você estará preparado quando isso acontecer.
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